Espaços culturais da Prefeitura de Niterói promovem experiência acolhedora e inclusiva – Prefeitura Municipal de Niterói

Em Niterói, cultura e acessibilidade caminham juntas. Cinco dos principais equipamentos culturais públicos da cidade passaram a oferecer mochilas sensoriais para pessoas autistas e neurodivergentes. A iniciativa da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal das Culturas, tem como objetivo proporcionar aos visitantes proteção sensorial, conforto e autorregulação, transformando o passeio em uma experiência acolhedora e inclusiva.
As mochilas estão disponíveis para empréstimo no Teatro Popular Oscar Niemeyer, no Caminho Niemeyer; no Centro Cultural Cauby Peixoto, no Fonseca; no Centro Eco Cultural Sueli Pontes, em Piratininga; no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC), na Boa Viagem; e no Centro Cultural de Cidadania e Economia Criativa, conhecido como MACquinho, no Ingá. A retirada é gratuita, mediante a apresentação de um documento oficial com foto, que ficará retido até a devolução do kit. O material pode ser utilizado durante todo o período de permanência nos espaços, com devolução obrigatória ao fim da visita.
“Em Niterói, temos um compromisso permanente com a inclusão e a acessibilidade, fundamentais para que todos possam exercer sua cidadania de forma plena. Inauguramos o CAIS, o porto seguro das famílias atípicas da cidade, que é a porta de entrada para toda uma rede de serviços, e agora estamos disponibilizando as mochilas sensoriais nos equipamentos culturais. Os kits oferecem suporte a pessoas com sensibilidades sensoriais, contribuindo para uma experiência cultural mais confortável, segura e adequada às necessidades de cada um”, ressalta o prefeito Rodrigo Neves.
Cada kit contém itens como abafadores de ruído (ou protetores auriculares), que ajudam pessoas com hipersensibilidade auditiva a lidar com o excesso de barulho, evitando sobrecargas e crises sensoriais; bolinhas antiestresse, que funcionam como uma importante ferramenta de acessibilidade invisível para pessoas autistas, auxiliando na proteção do sistema nervoso e na autorregulação diante dos estímulos do ambiente; pulseiras luminosas, que podem funcionar como recurso de estimulação visual suave e previsível, promovendo relaxamento, conforto e sensação de bem-estar para algumas pessoas; e óculos escuros, que auxiliam na redução da intensidade da luz e do excesso de estímulos visuais, proporcionando maior conforto em locais com iluminação forte, luzes artificiais intensas ou reflexos excessivos, ajudando a prevenir desconforto visual e sobrecarga sensorial.
“Garantir que pessoas autistas e neurodivergentes possam acessar os nossos equipamentos com acolhimento, conforto e autonomia é uma forma concreta de afirmar a cultura como direito. Queremos que todos se sintam pertencentes nesses espaços”, afirma a secretária municipal das Culturas, Júlia Pacheco.
Após cada utilização, a equipe responsável realiza a higienização completa da mochila e de seus itens, garantindo que o recurso esteja sempre organizado, seguro e em boas condições para os próximos usuários. O cuidado coletivo com o material é fundamental para que ele permaneça disponível para todas as pessoas que necessitem desse recurso.
A psicóloga Andressa Hernams, de 45 anos, aprovou a mochila sensorial. Ela retirou o kit para o filho, Augusto, durante uma visita dos dois ao MAC. O adolescente, de 14 anos, é autista e teve uma boa experiência durante o passeio.
“Achei a iniciativa muito importante, porque inclui essas pessoas nesses espaços. Os autistas têm questões sensoriais, e o kit oferece itens que permitem desfrutar o ambiente cultural com mais conforto, como o abafador, que ajuda a focar em lugares com muitos ruídos, e a bolinha antiestresse, que contribui para a autorregulação em meio aos estímulos. Lugar de autista é onde ele quiser, não apenas dentro de casa ou do consultório”, ressaltou Andressa.
Referência no atendimento a famílias atípicas
Em novembro do ano passado, a Prefeitura de Niterói inaugurou o Centro de Avaliação e Inclusão Social (CAIS). Localizada no Centro, a unidade representa um marco na política municipal voltada às crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O CAIS foi estruturado como um espaço de referência no acolhimento, na avaliação clínica e na construção de caminhos de cuidado para casos suspeitos de TEA. O modelo reúne, em uma mesma rede de apoio, profissionais das áreas de saúde, educação, assistência social, cultura, trabalho e acessibilidade, promovendo uma atuação integrada entre as secretarias municipais. A proposta de centralizar diagnóstico, orientação e encaminhamentos é considerada essencial por profissionais e familiares.
Apoio escolar – A Prefeitura está com inscrições abertas para o processo seletivo simplificado para a contratação temporária de 300 Agentes de Apoio Escolar, que irão reforçar o atendimento aos estudantes da Rede Municipal de Educação. A contratação temporária tem como objetivo atender ao crescimento da demanda por educação especial nas escolas da rede municipal e ampliar as estratégias de inclusão, enquanto a Prefeitura avança na realização do concurso público para o cargo, criado por lei sancionada recentemente pelo prefeito Rodrigo Neves. A medida integra a nova Política Municipal de Educação Especial Inclusiva, estruturada em alinhamento com as diretrizes do Ministério da Educação.
Prioridade – Em Niterói, é possível emitir a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA). O documento é gratuito e possui um QR Code que comprova a apresentação dos laudos exigidos, garantindo mais segurança e veracidade ao processo de identificação, além de assegurar prioridade no atendimento em estabelecimentos públicos e privados, conforme previsto em lei.
Moeda Arariboia – A legislação que instituiu a Moeda Social Arariboia foi ampliada para incluir, entre os beneficiários, mães atípicas, além de pessoas com deficiência.
Niterói Cuida de Quem Cuida – Desde 2024, foi implementada na cidade a Política Municipal de Atenção à Mãe Atípica “Niterói Cuida de Quem Cuida”, que define diretrizes e ações para atender mães de filhos e filhas com deficiência, síndromes, transtornos, doenças raras, TDAH e dislexia, entre outros casos. A lei busca melhorar a qualidade de vida das mães atípicas, considerando as dimensões emocional, física, cultural, social e familiar; estimular a ampliação de políticas públicas voltadas à preservação da saúde mental materna, com apoio ao acesso a serviços psicológicos, terapêuticos e assistenciais; e desenvolver ações de bem-estar e autocuidado como parte da rotina, para prevenir e reduzir sintomas de transtornos psíquicos, comuns em pessoas que vivenciam situações desafiadoras diariamente.




